Crise, sim senhores

Olá, o ano novo já não é mais tão novo, envelhece a cada dia. A festa do big brother já começou e, logo ali na frente teremos o carnaval para nos distrairmos mais um pouco.
Para quem não quer ver, aparentemente, nossa Pátria amada Brasil, está vivendo em verdadeiros "contos de fadas".
Estamos em crise sim senhores! As notícias se repetem dia a dia. Ministros são depostos após acusação de corrupção em suas pastas. Deputado acusa colegas de terem vendido emendas. Estabelecimento comercial consegue alvará por meio de propina. Obra é concluída com base em documentos de autorização que foram forjados.
Com tudo isso, como pode um país se desenvolver com base nessa tão disseminada cultura de transgressões? Atitudes que não respeitam a ética, onde o interesse pessoal vem a frente dos interesses coletivos e das leis. Precisamos exigir de nossos governantes que sejam sempre segundo os padrões éticos. A corrupção instalada na base da sociedade é mais fácil de ser combatida do que a corrupção que permeia as esferas elevadas do poder.

Não é raro encontrarmos sonegadores que recorrem ao argumento de que não adianta pagar impostos se as autoridades responsáveis por lhe dar o destino previsto acabam por desviá-los. Ou seja, se não há confiança de que os recursos serão aplicados para o bem geral - na saúde, na educação, na infraestrutura, na habitação, - por que ser um cidadão ético?
Estamos em crise sim, prezados leitores! Mas não é uma crise econômica, é uma crise social, uma crise moral, uma crise ética, objetivamente falando, a nossa maior crise é a falta de vergonha na cara. Chegamos a um ponto em que empresários comentam que as regras do jogo são essas e que, sem "molhar a mão" de quem concede licenças e autorizações, nada é conseguido. É a iniciativa privada formando parcerias escusas com autoridades de vários escalões governamental. Fica difícil desatar o nó da corrupção.
O nosso PIB brasileiro hoje é de R$ 3,6 trilhões. É muito dinheiro! Como anda a saúde pública? E a educação? E os aeroportos? E as ferrovias e rodovias?

Finalizando, a corrupção não deve ser tolerada em nenhum nível. Se ela chegou a dimensões tão escancaradas quanto as que temos hoje no País,  é impossível se calar. É impossível aceitar esse fingimento de que as leis são cumpridas, pois isso envenena as entranhas da sociedade e provoca, lentamente, sua destruição.
Está mais do que na hora de pensarmos no coletivo, em como construir uma sociedade da qual todos possamos nos orgulhar.

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