Maioridade penal, opinião

Tentarei escrever com um pouco de humor, mas a coisa é séria. Meu pai sempre ensinou que um problema deve ser resolvido enquanto pequeno, caso contrário, ganhará volume e dará um trabalho danado para ser resolvido adiante.
Em relação a maioridade penal, é exatamente isso que querem fazer alguns deputados. Cortar o mal pela raiz enquanto pequeno. Acreditam que, reduzindo a maioridade penal resolverão todos os problemas da delinquência juvenil.
Sabem por que querem fazer isso? Porque vocês menores de 18 anos, são uns rebeldes que desgraçam a Nação, são os responsáveis por todo esse mar de lama, de corrupção, de aumentos abusivos, de violência, de tráfico de drogas e de levar para fora uma imagem negativa de nosso País, sem contar de vossas 'gordas' contas bancárias em paraísos fiscais...
Caramba, os "caras" são feras! Como ninguém pensou nessa redução antes?
Além do mais, meu pequeno infrator, nossas cadeias é de dar inveja as de primeiro mundo. Não acreditem no que andam dizendo por ai, de que o nosso sistema prisional é precário, está superlotado, é uma escola do crime, não recupera ninguém... isso é intriga da oposição. Nossas cadeias cumprem integralmente sua função social, reeducam o cidadão e devolvem à sociedade um ser apto a conviver em harmonia. De tão bom que é, é bem provável que essa mesma comissão de deputados venham  promover uma espécie de vestibular para ver quem deve ingressar... Fala sério! Querem enganar a quem?

Sabe aquele jargão: "chover no molhado". É a mesma coisa querer reduzir a maioridade penal!
Mas, Nestor, grupos criminosos usam menores de 18 anos em ações violentas, aproveitando-se da imputabilidade penal e penas mais brandas, e mesmo assim, você é contra a redução da maioridade penal? Sim, sim e sim! Só falta me convencerem de que bandido é burro e que não vá aliciar sem escrúpulos algum, menores de 16, 14, 12, 10 anos de idade.
A solução para a violência não passa pela prisão, mas pela educação de qualidade e redução da desigualdade social. "Educai as crianças e não será preciso castigar os homens". - Pitágoras.
Pronto, viajei legal, o que tem haver filosofia, educação, com violência? Nada, "tô chapadão"! Aliás, seria interessante conter nos currículos de nossos representantes ou de quem deseja nos representar, no mínimo noções de ética, cidadania, princípios, bem comum, moralidade...
Porém, em um País democrático, onde maioria dos votos são de cabresto, o que podemos esperar de tais representantes? Não precisamos mais de projetos e de representantes com visão punitiva. Só precisamos que as leis que já existem, sejam cumpridas e mais foco na educação sem demagogia. Ai sim poderemos dizer que o Brasil é da criança, do adolescente, do jovem, do adulto, do idoso, um País de todos. Um dia a gente chega lá. Qual sua opinião?
Abraços.

5 comentários:

  1. "Eu aprendi
    Que algumas vezes tudo o que precisamos
    É de uma mão para segurar
    E um coração para nos entender;"

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    1. Oi Nidja,

      Que comentário bacana! Quando se tem alguém como referência e que nos entenda, de que mais precisamos?
      Abraços.

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    2. Te sigo... me segues também!!! AbraçO

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  2. " Um dia a gente chega lá."
    Será que este nosso caótico país consegue esta façanha, amigo?
    Tu dizes:
    "Só precisamos que as leis que já existem, sejam cumpridas e mais foco na educação sem demagogia."
    Também acredito que a aplicação das leis já existentes e um enfoque maior na educação seriam (alguns dos) caminhos que poderiam abrir as portas para um Brasil que fosse "da criança, do adolescente, do jovem, do adulto, do idoso, um País de todos."
    Seria este país que eu gostaria que meu filho encontrasse quando chegasse a este mundo que eu, e tantas outras mães, gostaríamos de colorir com as cores mais belas do arco-íris dos nossos sonhos...
    Nestor, não sei como cheguei ao teu espaço, mas confesso que me encantei com a tua forma de postar, antenado que tu és com as coisas que nos rodeiam.
    Desejo voltar, mas por ora deixo-te um sorriso e uma estrela como a dizer da admiração que senti por tão cativante espaço,
    Helena

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    1. Oi Helena, tudo bem? Obrigado por sua visita!

      Vamos acreditar que um dia a gente chega lá! Frente a tanta desesperança, medo, dias incertos, precisamos acreditar e fazer a nossa parte, principalmente com bons exemplos.

      Escrevo mais o que sinto e penso, sempre que possível faço um link com o que está acontecendo em nossa volta.

      Abração.

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Que legal! Família Alcará agradece ao seu comentário nota 10. Em breve estará disponível à todos.