Quedas e erguimentos

Não saberia precisar exatamente quantas quedas já levei. Quedas de bicicleta, de carrinho de lomba, de cavalo, de plantas, de escadas e de correria mesmo... Algumas quedas provocaram longas gargalhadas entre os amigos, outras, deixaram cicatrizes na alma e principalmente na região dos joelhos. 
Mas tudo bem, o ser humano é feito de quedas e erguimentos. Vem me dizer que você nunca levou um tombo na vida!?
Antes dos primeiros passos, a queda já se fazia presente. É um movimento bem interessante, onde cair, não parece ser o mais importante. Todos nós, desde criança colecionamos quedas. O que é interessante é o que a gente faz ou aprende com isso. Evidente, ninguém gosta de cair, mas se isso acontecer, o único lugar que não convém é ficar lá no chão.

O maior de todos os aprendizados, acontece quando a gente se dá por conta que a 'ficha caiu', ou quando a queda é sobre si mesmo. Cair em si é uma atitude louvável e certamente nunca mais será esquecido. Ter uma queda diante dos olhos de amigos, certamente será motivos de risadas. No entanto, cair em si mesmo é merecedor de aplausos, é a vitória da humildade. Ao cair em si, a pessoa sente-se parte da humanidade. Feliz de quem se dá conta de suas limitações.
Tentar mostrar-se sempre forte aos outros, é um tanto dolorido, chega a um ponto que se torna insuportável. A queda sobre si mesmo, significa abandonar o tabu que impede de chorar e a obrigação de disfarçar tantas lágrimas.
Quando a gente cai sobre si mesmo, encontra-se aí, o melhor momento de levantar-se e fazer renascer um novo e único modo de viver e ver as coisas.

Se for pra cair, que caia em si mesmo!
Abraços.

6 comentários:

  1. Aplausos! É bem assim...Cair e levantar e se tiver que chorar, nos lavemos de lágrimas e depois, nos ergueremos, com certeza! Assim é a vida:tombos ,levantadas! Lá vamos nós! abração,chica

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  2. Oi chica,

    Quedas são inevitáveis, e em todos os sentidos. Ninguém nasce sabendo tudo. O importante é levantar, tirar lições e tocar a vida pra frente.
    Abraços.

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  3. Olá, Nestor. Cair em si mesmo é louvável e necessário, mas dói tanto, que a vontade é ficar no "chão", para não "cair" de novo. Eu já caí em mim muitas vezes, certamente pela tendência a sempre buscar ver as coisas como estivesse voando nas asas da imaginação, rsrsrs. Só tenho medo de desistir de levantar, isso sim é grave.
    Um abraço!

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    1. Oi Bia,

      Quedas fazem parte da vida, significa aprendizado, evolução e alguma dor também. Levantar é dar a volta por cima, é provar para nós mesmos e para quem quer que seja, de que, somos capazes de tocar a vida pela frente. Melhor se tivermos alguém que nos estenda a mão.
      Ótimo fim de semana!

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  4. E falando em tombo, semana passada, ao sair da locadora e correr para atravessar a rua e entrar rapidamente no carro, eis que iniciava uma tempestade, levei aquele tombo-rsrs. Há quanto tempo isso não acontecia. Na infância eu era mestra em cair da bicicleta enquanto estava aprendendo a me equilibrar nela e havia um Padre na cidade que já havia presenciado algumas quedas. Certo dia, ele chegou até mim e perguntou: "Quantos tatus você já comeu hoje?". Nunca me esqueci desse Padre.
    Quedas fazem parte da vida e é com elas que nosso aprendizado se faz mais eficiente. Nunca lembramos de procurar aprender pelo amor e acabamos aprendendo pelo caminho da dor.
    Sou dessas que não fica no chão, diante das quedas, esperando ajuda para levantar. Ergo-me logo, como o fiz diante do tombo em frente da locadora. Quem tentou me ajudar nem teve tempo de chegar perto de mim.
    Certas quedas deixem cicatrizes para nos lembrar dos caminhos que devemos evitar.
    Pois é, Nestor, estou caindo em mim quanto ao que ando perdendo da vida ao dedicar preciosa parte do meu tempo ao computador. Assim, vou espaçar publicações e visitas, mas não vou abandonar o meu espaço. Sou muito estressada e fico preocupada em retribuir visitas no menor tempo possível e é isso que me desgasta e me afasta de outros interesses. Publicar é o de menos, pois tenho várias rascunhos de postagens prontos e basta um clique para colocá-los no ar. Todavia, blog é interação também. Aliás, saudável e agradável interação.

    Obrigada pelo carinho e amizade. Não estou me despedindo.

    Grande abraço.

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  5. Oi Vera,
    Espero que em sua queda não tenha se machucado. São os escorregões da vida. Quedas assim, tiramos de letra, como você bem fez.
    A gente passa por fases, Vera. Frente a um mundo que nos oferece um turbilhão de alternativas, é bobagem fazer da internet nosso vetor principal. Acredito que nossos laços sanguíneos são mais importantes. Certamente serão eles que irão nos estender a mão quando a queda for maior que nossas forças.
    Nos finais de semana, feriados e quando entro em férias, simplesmente não ligo o computador e meu celular não tem acesso a internet, me ligo nas pessoas próximas e em mim mesmo. Esse é o meu estilo e que, até então, tem me agradado muito.
    Forte abraço.

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Que legal! Família Alcará agradece ao seu comentário nota 10. Em breve estará disponível à todos.