Não inventa

Toda a vez que digo: vou levar meu filho ao cabeleireiro, há uma tia que sempre sai com essa: "Não inventa"! Ou ainda: "Experimenta só pra vê"! Ela desaprova, acredita que a criança passe a sentir mais frio. Tem lá suas verdades, porém é mais uma  mania de tia coruja e protetora.
"Não inventa"! Quantas vezes você já ouviu essa frase? Você decide mudar a cor dos cabelos e alguém: -"Não inventa"! Decide colocar aquela roupa diferente... -"Pra que inventar moda"? Decide fazer aquele bolo diferente - "Não inventa"! Decide tirar da gaveta seus projetos antigos...- "Pra que inventar isso a essa altura da vida"? Se decide ir ao shopping com a filha (o) adolescente, - "não inventa que é mico na certa".  E por ai vai...
Se a gente der ouvidos aos "não inventa" que ouvimos, dificilmente iremos fazer algo novo, diferente ou que nunca tenhamos experimentado antes. Que tal até o final de semana fazer algo que nunca tenha feito? Nem que seja ir para o trabalho ou voltar para casa por outro caminho ou andar pelo outro lado da rua. Eu costumo de vez em quando mudar minhas rotas de deslocamento, fazer compras em outros supermercados, visitar e conhecer outras lojas... Em minhas rotas, nessa época do ano, o que mais percebo são as flores dos ipês que dão uma tonalidade toda especial ao longo de algumas ruas. Muita coisa nova a gente pode conhecer, aprender, quando tomamos a decisão de inventar algo novo.

É bem provável que você conhece alguém que não quer saber de novidade alguma. -"Pra que ficar inventando coisas, se sempre foi assim"!? É que experimentar novidades, trilhar por outros caminhos, muitas vezes, é lançar-se ao desconhecido, e isso nem sempre é fácil para todos e compreensível.
E quanto a você, o que lhe impede de inventar algo novo? Velhos hábitos, costumes, medo, timidez, opinião alheia, zona de conforto? Geralmente as pessoas não admitem o real motivo, é melhor pensar que faltou tempo, dinheiro ou oportunidades. Velhas desculpas que todos sabemos. É impossível você se tornar a pessoa que sempre desejou, sem antes eliminar todos os velhos e impeditivos hábitos daquela pessoa que você sempre foi. É difícil encarrar o novo? Claro que sim! Mas faz um bem enorme. São experiências novas, que nos permitem ser mais ousados, interessantes, nossa auto-estima melhora, passamos a ter mais confiança e consequentemente a vida passa a ser mais leve e feliz. Além do mais, inventar pequenas coisa é muito bom e possível todos os dias.
Abraço.

6 comentários:

  1. Acho que essa expressão:não inventa é bem própria dos gaúchos como nós! E precisamos sair da nossa zona de conforto, doa moleza, da mesmice e nos atirar ao novo, claro, com equilíbrio e ponderação! abraços e tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  2. Oi chica,

    As oportunidades e coisas boas estão ao alcance de todos, porém muita gente tem medo de inventar de abrir a porta.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  3. Olá Nestor,

    Nem sei quantas vezes já ouvi essa expressão: "Não inventa!". E grande parte das vezes partiu de minha mãe-rsrs.
    Concordo com você. São as novas experiências que nos enriquecem, ampliam nossa lente de visão e nos propiciam uma vida mais extraordinária. O comodismo leva muitos a 'não inventarem moda', talvez porque satisfeitos com o seu mundinho ou porque temem se arriscar em uma nova empreitada, em novas atividades, ou por outros caminhos.
    Então, vamos ser mais criativos e menos rotineiros. Ousar mais para tornar a vida mais interessante e aprendermos mais. Afinal, o aprendizado surge através daquilo que ainda não conhecemos, não é mesmo? O conselho serve para mim, que ultimamente não ando inventando nada-rsrsrs.
    Adorei a imagem com esse tapete formado pelas flores do ipê. Linda a cor.

    Grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Vera,

      Sim, o aprendizado surge daquilo que ainda não conhecemos ou inventamos. No momento em que decidimos inventar algo novo, transformações começam surgir, nosso cérebro começa a trabalhar na função de armazenar novos conhecimentos e descobertas. Isso nos dá uma sensação de leveza, um desejo maior de viver e acreditar sempre na vida.
      Expressões como: "não inventa, seguro morreu de velho, mais vale um pássaro na mão do que dois voando..." deveriam ser extintas de nosso vocabulário. São impeditivos de nosso crescimento.
      Abraço.

      Excluir
  4. Mais um texto maravilhoso, Nestor! Gosto da rotina do dia a dia, mas vez em quando eu invento algumas coisa. Que sentido há na vida se tudo for igual o tempo todo?
    Achei interessante a colocação, "é impossível você se tornar a pessoa que sempre desejou, sem antes eliminar todos os velhos e impeditivos hábitos daquela pessoa que você sempre foi". Lembrou-me uma parte de um livro que estou lendo, Tornar-se pessoa, de Carl Rogers, onde diz que as mudanças em nós só são possíveis quando aprendemos a aceitar completamente o que somos. Penso que a partir dessa consciência conseguimos então ir mudando aquilo que nos distancia do que desejamos para nós.
    Abraços!

    ResponderExcluir
  5. Oi Bia,
    Não conheço esse livro, porém pelo título deve ser interessante. Gosto de tudo o que diz respeito ao ser humano.

    As vezes a gente quer mudar o mundo, a realidade e esquecemos que em primeiro lugar devemos mudar nossa forma de pensar e atitudes. Não adianta parecer ou querer ser uma pessoa bacana se não conseguirmos abrir mão de nosso individualismo. A mudança de um todo, começa por cada um de nós.
    Boa semana, abraço.

    ResponderExcluir

Que legal! Família Alcará agradece ao seu comentário nota 10. Em breve estará disponível à todos.