Lembranças de infância

Chegou mais um final de semana maravilhoso. Aproveite com sabedoria.
O bom de nosso passado, além de guardar belas lembranças, é que podemos retornar para ele a hora que bem entender. Uma palavra, uma estória lembrada ou um simples sinal são suficientes para retroceder ao túnel do tempo. É incrível a capacidade que temos de efetuar registros e guardar lembranças, sejam elas positivas ou negativas. Evidente que temos alguns registros não tão positivos, e podemos até minimizar o efeito, mas eles permanecem onde estão. Outros, porém, são saudáveis e dão sabor às lembranças de infância.
São tantas as que tenho, mas algumas se destacam. Lembro-me que vivíamos brincando, correndo por pequenas trilhas, e sempre tinha alguém mais esperto que amarravam algumas ervas de um lado ao outro da trilha. Quem vinha correndo ou despreocupado, as quedas eram inevitáveis... e as gargalhadas dos amigos também.

Feliz da vida ficávamos quando o pai nos autorizava a subir nos coqueiros, conhecidos também como jerivás. As folhas do coqueiro colhidas, serviam de alimento para os cavalos. Mas, a nossa maior intenção, era colher essa calha em forma de canoa que protege os frutos do coqueiro. A calha era o nosso meio de transporte. Imagine um dia de chuva, a grama molhada, 4 ou 5 amigos cada um com sua calha, apostando corrida morro abaixo. Claro, o mais gordinho ganhava sempre. A roupa?... Ficava um luxo.
Uma vez encasquetei que queria voar, não deu certo e esfolei os joelhos, tentei derrubar um avião com meu estilingue e não consegui, cai inúmeras vezes andando com pernas de pau... Coisas de uma infância povoada de sonhos.
Quais serão as lembranças de infância que as crianças de hoje terão daqui a 10, 15 anos? As brincadeiras de hoje são jogos eletrônicos, armas de brinquedos, computadores... Que pena, essas tralhas já não inspiram gargalhadas que produzem ecos, como aquelas que dávamos em meu tempo de infância.

Tens alguma lembrança engraçada de sua infância? Que tal compartilhar?
Abraços.

14 comentários:

  1. Lindas tuas lembranças ...Lembro dos piqueniques com toda turminha pequena, todos juntos, tudo simples, sem frescura.Tão legal!!! Hoje até pra um piquenique, tudo deve ser MUITO BEM COMBINADO. Pena! abração,lindo fds!chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi chica,
      Me fez relembrar de um piquenique que fiz quando pequeno, tivemos que dividir a comida com as formigas. Mas foi legal.

      Abraços, bom fim de semana!

      Excluir

  2. Olá Nestor,

    Deliciosas as suas lembranças. Como é bom voltar ao passado de vez em quando e recordar as farras da infância, sempre saudáveis e divertidas. Tenho inúmeras lembranças da minha. Mesmo com pais enérgicos também fazíamos nossas travessuras (eu e meus irmãos).
    Pena mesmo que as crianças de hoje estão por demais absorvidas pelos brinquedos eletrônicos e perdem sua infância dentro de casa, mesmo porque já não se vive numa época tão tranquila quanto aquela em que vivemos a nossa infância.

    Ótimo final de semana.

    Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Vera, tudo bem?
      Diante do que você colocou, me pergunto onde foi, e porque que os adultos erraram tanto, a ponto de fazer seus próprios filhos prisioneiros. Claro, uma criança sem liberdade de brincar nas ruas ou pátios de casas, acaba parando em frente a um computador com jogos eletrônicos e outras coisas.
      Abraços.

      Excluir
  3. Entao, amigo Nestor, depois de me deliciar com seu texto, fiquei alguns minutos estacionada no meu passado, lembrando das brincadeiras na Lagoa de Coca-Cola, como direito a ir para outra margem, subir num galho debruçado para a agua e tibummmm.....

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Sissym,
      Que lembrança bacana e que coisa boa, subir num galho e se estabanar na água, ainda mais se estiver fazendo um calorão danado.

      Abração e ótima semana!

      Excluir
  4. Olá Nestor,

    seu texto me fez lembrar da conversa que tive com minha filhas hoje depois do almoço. Como vem aí o dia das crianças, passa muito comerciais de brinquedos nessa época, passou o comercial da Barbie, eu comecei a falar que tive a mesma barbie dos meus 6 ate os meus 14 anos, e disse que a ultima vez que brinquei com ela eu tinha 14 anos, minha filha mais nova tem 13, ela me olhou espantada, ela tem 13 anos e nao brinca de boneca a muito tempo, aí começamos a conversar sobre a minhas brincadeiras e as brincadeiras delas, computador e conversar com as amigas pelo celular. Minha filha de 14 anos, passa o dia todo mandando mensagens para as amigas dizendo o que está fazendo e elas manda para ela, essa é a diversão delas. Hoje em dia tudo é muito diferente.

    bjs

    marcia-pimentel.blogspot.com.br/2012/10/3-premio-clube-de-autores-de-literatura.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Marcia, como vai a luta?
      Não se pode negar e nem ignorar que a realidade de nossos adolescentes, nos dias de hoje, é totalmente diferente da realidade que passamos. Tudo evoluiu muito de pressa, e consequentemente as pessoas e os brinquedos também.

      Abração.

      Excluir
  5. Olá Nestor,

    Gostei muito do texto, hoje as brincadeiras são outras, como voce disse, computador e conversar pelo celular. Eu procuro sempre sair com minhas filhas, vamos na cachoeira que tem perto de onde moro, gosto de levá-las no Zoologico. Tento o máximo tira-las da frente do computador.

    bjs

    marcia-pimentel.blogspot.com.br/2012/10/3-premio-clube-de-autores-de-literatura.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Marcia,
      Convivência em família é a melhor solução para se criar laços. Aproveite bem isso, logo, logo, suas filhas não irão mais a cachoeira e muito menos ao zoológico, voarão por conta própria. É o ciclo da vida!

      Ótima semana pela frente.

      Excluir
  6. Nestor, eu tive uma infância recheada de brincadeiras com meus primos, e quando estava doente (era muito franzina e tinha crises de bronquite), meu universo eram minhas bonecas. Também brincava muito com meu irmão, de guerra, luta e soldadinhos de chumbo. Minha filha, embora sempre tenha sido ligada em jogos e informática (está se formando em um curso técnico na área), também aproveitou muito as brincadeiras ao ar livre, e acho que são lembranças impagáveis. Um abraço, ótima semana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Bia, como vai?
      Sim, são lembranças impagáveis e que bom que você proporcionou isso a sua filha. Criança que brinca, é criança feliz, se for ao ar livre, melhor ainda.

      Sua filha fez uma ótima opção na escolha do curso. É um mercado promissor e muito carente de mão de obra.
      Sucesso a ela.
      Abraços.

      Excluir
  7. Ah, que delícia Nestor. Bom é caminhar uns anos e poder olhar pra trás com essa saudade alegre, né? De que se realmente viveu.

    Eu já contei no blog de quando achei que ia morrer por misturar leite com suco de abacaxi, daí fui lá no quintal, nas plantas da minha avó e me despedi, aos prantos, de todas elas. passei o dia inteiro esperando a morte chegar, mas ela esqueceu de mim, graças à Deus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Kkkkkkkkkkkkkk, eu não cheguei a ler essa sua façanha, mas, fico imaginando a cena: "adeus ervinha cidreira" "tchauzinho couve", "desculpe qualquer coisa salsinha".kkkkkkk
      Espero que, com seus lamentos, não tenha matado nenhuma das plantinhas de sua vó.

      O bom das lembranças, é que podemos rever a hora que a gente quer.
      Abração Milene.

      Excluir

Que legal! Família Alcará agradece ao seu comentário nota 10. Em breve estará disponível à todos.