Meus heróis de verdade

Meus pais são os meus primeiros heróis. Foram eles que me deram o primeiro beijo, o primeiro abraço, o primeiro sorriso, a primeira refeição. Certamente foi a mão deles que apertei pela primeira vez e me senti seguro. Foi deles que escutei a primeira canção de ninar, a primeira historinha antes de dormir, e com eles aprendi a dar os primeiros passos na vida. Hoje, eu sou o que sou, porque tive e tenho bons heróis.
É lamentável observar como muita gente procura imitar fielmente os heróis de mentira. Heróis imortais, criados com o objetivo de competir e ganhar sempre a qualquer custo. Pessoas deixam de ser elas mesmas e passam a viver uma realidade que não tem nada a ver com o seu estilo de vida. Acreditam que ser herói é estar na moda, é ser celebridade, nunca chorar, sempre ter dinheiro, ter super poderes e ganharem sempre. Quando não conseguem entram em depressão e se culpam por tudo.
Tenho muitos heróis, e muitos vivem no anonimato, alguns levantam cedo, pegam dois, três ônibus para ir ao trabalho, resolvem os problemas na empresa e voltam para casa no final do dia com a sensação do dever cumprido e feliz da vida. São minhas heroínas, as mulheres com dupla, tripla jornada de trabalho. Admiro as pessoas que sem alarde, cumprem suas tarefas, conseguem almoçar tranquilas e no final do dia ainda tem tempo para os amigos e a família.
O mundo está cheio de bons heróis, basta olhar ao nosso redor, pessoas simples, autênticas e humanas. Pessoas que não interpretam papel algum, vivem a realidade e são aquilo que são. 
Eu sou  fã dessas pessoas simples, que realizam seus projetos de vida com dedicação e determinação, pessoas que sentem frio no inverno, calor no verão, que chora quando perde alguém querido, que fica feliz quando recebe uma boa notícia, triste quando algo não deu certo. Resumindo, gosto de pessoas de verdade.

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